EXPO CARMEN PORTINHO - MODERNIDADE EM CONSTRUÇÃO
Rio de janeiro · 2025 · [ÁREA] 120 m²
A expografia proposta para a exposição Carmen Portinho: Modernidade em Construção, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, parte do desafio de ocupar uma sala quadrada de aproximadamente 400 m² marcada pela presença estrutural dos tirantes metálicos do edifício. A intervenção organiza o espaço de modo a criar duas salas fechadas para projeções em vídeo, preservando a fluidez da circulação entre os painéis expositivos e mantendo a percepção integral do volume arquitetônico.
O conteúdo expositivo, composto majoritariamente por material de arquivo — documentos, fotografias, publicações e registros audiovisuais — orienta a adoção de planos verticais opacos como suporte principal. Novas superfícies expositivas em MDF se acoplam às estruturas permanentes de metalon desenvolvidas por Karl Heinz Bergmiller em 1979, deixando-as parcialmente visíveis. Essa operação, que evidencia as camadas arquitetônicas existentes, evita a sobreposição total e afirma a continuidade histórica do espaço.
A construção da narrativa espacial se dá através de painéis que recebem elementos gráficos e incorporam uma tonalidade vermelho-alaranjada escolhida para evocar a energia combativa e o engajamento político de Carmen Portinho. Cortinas em tecido complementam os planos rígidos, modulando luz e transparência e contribuindo para a definição das atmosferas de cada núcleo da mostra.
A revelação deliberada dos avessos, estruturas e sistemas de montagem configura uma exposição que incorpora a lógica construtiva aos seus meios discursivos. Esse gesto ecoa a atuação pública de Carmen — uma mulher que desvelou mecanismos institucionais, tensionou estruturas sociais e trabalhou para tornar visível o que estava velado na construção da cidade moderna e de seus espaços de emancipação.
A construção da narrativa espacial se dá através de painéis que recebem elementos gráficos e incorporam uma tonalidade vermelho-alaranjada escolhida para evocar a energia combativa e o engajamento político de Carmen Portinho. Cortinas em tecido complementam os planos rígidos, modulando luz e transparência e contribuindo para a definição das atmosferas de cada núcleo da mostra.
A revelação deliberada dos avessos, estruturas e sistemas de montagem configura uma exposição que incorpora a lógica construtiva aos seus meios discursivos. Esse gesto ecoa a atuação pública de Carmen — uma mulher que desvelou mecanismos institucionais, tensionou estruturas sociais e trabalhou para tornar visível o que estava velado na construção da cidade moderna e de seus espaços de emancipação.
Sistema expositivo de Karl Heinz Bergmiller, 1979.
[CLIENTE] MAM RJ
[EQUIPE] Alziro Carvalho Neto, Felipe Rio Branco e Juliana Sicuro
[DESIGN GRÁFICO] Estúdio Cru
[FOTOS] Rafael Salim